terça-feira, 1 de abril de 2008

A Dicotomia do Amor



Que sentimento é esse,
Tão aclamado pelos poetas,
Tão venerado pelos mortais,
E ao mesmo tempo tão evitado?

Que sentimento é esse,
Que chega quase sempre com o medo,
Que perturba, afasta e confunde quem amamos?

Amar dói, não amar, dói mais ainda!
Amar amadurece, assusta!
Nos obriga a arriscar, apostar as fichas...
Nos obriga a crescer!

Amor é um combustível,
Que nos enche de esperanças,
Que torna tudo mais fácil ou mais difícil,
Possível ou impossível,
Você escolhe!

Amar é ter coragem!
É calar o medo!
É entrega, é troca!
É estar disponível,
É buscar perfeição no imperfeito,
Ainda que saibamos de que o perfeito não exista!

Amar é carinho, afeto e também insegurança.
Nos faz sorrir, chorar, sentir.
E às vezes, nos faz até mesmo desistir!

Amar é tudo isso e mais um pouco.
É algo próximo de nós e ao mesmo tempo distante.
É algo que depende mais de nós mesmos!

Amar é ser feliz!
Ser feliz é amar!
Não se busca, se descobre!
Portanto, se felicidade é mesmo amar,
Ame, lute e assim, seja feliz!
D.M.L.G.
Desde que nascemos, estamos sujeito a perdas.
Perdas tão significativas, que somos obrigados a sempre tentar preencher com algo que nos satisfaça.
Enfim, somos obrigados a crescer!
Aos poucos, percebemos que a vida não se resume ao nosso “mundinho”
E que as pessoas nem sempre correspondem às nossas expectativas.
Aos poucos, a vida passa a dar dicas de que temos que lutar sozinhos pelo que se quer...e olha , não é fácil !!!
Descobrimos que às vezes, não sabemos o que dizer, mas sabemos exatamente o que estamos sentindo naquele momento.
E que nem sempre a pessoa que amamos, entenderá nossa maneira e amar.
Às vezes, precisamos usar máscaras para disfarçar sentimentos..
Às vezes é preciso “bater em retirada”para refletir e tentar assimilar o que aconteceu...
E o resto, como fica?
Fingimos.
A sociedade finge uma irmandade , nós fingimos que amamos, fingimos que esquecemos..
Será fase? Pode ser. Enquanto isso..
A realidade está aí, bem na nossa frente.
E então? Vamos lutar reiniciarmos a busca novamente...
E aí, vai encarar?


D.M.L.G.
Medo...

Palavra tão curta,
Porém com grande intensidade...
Nos trava,
Nos priva,
Nos angustia.

Medo...
Do novo,
Do desconhecido,
Do imprevisto!!

Amar de novo...amar o novo...
Rima com o medo?
Pode ser, pode não ser.
Nós decidimos,
Nós escolhemos!

Medo também combina com fuga.
Movimento meio maluco,
Que nos faz correr, sem ao menos saber ao certo o porquê,
Mas fugimos.

Fugimos das possibilidades,
Das oportunidades,
E até mesmo,
Fugimos também da realidade,
De um possível grande amor!

Porém o medo,
Pode rimar com desafio,
Ousadia,
E até mesmo,
Pode rimar com rebeldia!

Medo combina com prisão,
Ilusão da liberdade,
Transformada em dura realidade,
De alguém que na verdade,
Não permite amar com intensidade.

Afinal, medo pode ser tudo isso,
Ou pode não ser nada disso também.
É preciso ter consciência do medo!!
Só assim permitiremos então,
Dar vazão à emoção
Liberdade para agir, , para amar,
E assim,
Poder abrir o coração
Agir, sentir,
Sem dar tanta importância assim à razão.
D.M.LG.
...Engraçado isso...essa história de que amar é fácil, que basta querer..como assim????Não entendo!!!Será que não mesmo? O que nos impede? O que nos faz desistir afinal?É...parece que mais uma vez o medo está presente..Tamanho é esse retraimento, que acabamos realmente nos afastando de algo que queremos bastante...parece contraditório, não é mesmo?...Essa coisa de querer e fugir ao mesmo tempo... Mas é bem por aí o que acontece...ouvimos pessoas comentarem, reclamarem, que não são felizes nos relacionamentos, que se decepcionaram, ou pior: chegam a uma espécie de constatação totalmente errônea, de que realmente o amor não existe!!!
Atualmente essa constatação se mistura com a idéia de que ninguém pode confiar em ninguém..uma cultura de narcisistas que por medo de se perderem , acaba não se dando a oportunidade de simplesmente se aprofundar no outro...isso necessariamente significa uma troca, uma entrega , ao mesmo tempo. Essa condição acaba se confundindo, fazendo com que o sujeito tenha medo de “se esvaziar” no outro, como se perdesse sua própria identidade ao se envolver. Hoje em uma sociedade em que o compromisso com o outro, está saindo de moda, fica mais fácil se envolver artificialmente, sem culpa. Tudo bem, existe essa saída...mas a real necessidade do ser humano, onde fica?Aliás, o real envolvimento...seremos um bando de auto-suficientes? Será que conseguiremos?Será que é possível evitar uma aproximação maior, negando o amor, em nome de uma suposta proteção?Quem nesse caso estará perdendo?É...é algo muito importante a se pensar...
Talvez a concepção de amor esteja sendo entendida de forma errônea.Idealizamos o conceito de amor, baseado em contos infantis que ouvíamos lá quando éramos crianças...tudo bem, mas e o mundo real, precisamos voltar a ele! O amor, na verdade é bem diferente do que estamos acostumados a ouvir..ele não nasce pronto e tampouco perfeito!Precisa ser alimentado, precisa de abertura, disponibilidade...isso não é especificado nos contos, mas com certeza está na entrelinhas...o problema é que nem sempre entendemos , uma vez que nosso eu não está disposto a ver, pelo menos por enquanto.Pois e´, o amor pode ser entendido como uma troca!E é preciso que ambos estejam dispostos a se entregarem mutuamente...e aí, vem o resto: conviver com os defeitos do outro, compreensão...enfim, ingredientes que serão necessários para que o amor continue. ....

D.M.L.G.